Buscar
  • Leila de Oliveira

Felicidade através da gratidão

Uma das palavras mais presentes em textos, título de livros e boca dos humanos é : #felicidade.

Há estudos científicos, culturas e religiões que indicam alguns caminhos para se alcança-la. A felicidade, no entanto, não tem formula e não pode ser comprada. É um sentimento não para ser pensado, mas para ser vivenciado através dos nossos sentidos. Podemos racionalmente pensar na felicidade como alcançar desejos e nos esforçamos para conseguir realiza-los. Muitos de nós sabemos que esse tipo de felicidade é real mas #fugaz, uma vez alcançados e desfrutados, perdem a aura que nos mobiliza. Outra meta é, então, colocada no pedestal e lá vamos nós em busca dessa nova conquista. É uma forma de felicidade? Não deixa de ser. Ela se origina no #desejo, na vontade, ou seja, ela é derivada do racional. Posto isso, vamos repensar a felicidade como um sentimento que podemos sentir fisicamente, se estivermos atentos ao que nos faz muito felizes e que não deriva, necessariamente, de algo conquistado, muitas vezes, a duras penas.

Você pode, então, se questionar, como perceber e sentir essa felicidade mais plena e subjetiva. Primeiramente, existem pessoas que, por default, já nascem com maior tendência a serem felizes. Encontramos essas pessoas em favelas, casas de repouso, hospitais ou seja, em situações de vida que consomem felicidade. E não se trata de pensamento positivo ou ser otimista. Ajuda, mas não é o cerne da questão. É algo bem mais profundo.

O primeiro passo é o #autoconhecimento. Você se conhece? Reconhece com facilidade o que mais gosta, o que não aprecia mas pode fazer concessões e o que terminantemente “nem pensar”? Pois é, sem um diálogo interno, você não tem como se conhecer e, portanto, ser assertivo, quesito necessário para sermos mais felizes. A grande maioria não conversa com seus botões ...

Muito dos motivos que levam uma pessoa à terapia são as consequências da falta de #diálogo interno. O papel do psicólogo é ajudar a eliciar esse diálogo durante as sessões e, como lição de casa, repensar fatos da semana e vê-los sob outra ótica. Isso ajuda no autoconhecimento, na busca pela assertividade e na possibilidade de conhecer o que realmente nos faz felizes.

Mas uma coisa fica bem clara ... a felicidade sempre está atrelada à #gratidão. Saber observar pequenos fatos do dia a dia que nos proporcionam pequenos prazeres, e isso pode ser um cafezinho no meio da manhã, abrir a janela e ver um dia lindo lá fora, ou uma quaresmeira em flor, o que seja, mas reconhecer e valorizar pequenos gestos e a beleza em pequenos detalhes. Isso nos torna mais receptivos a essa felicidade que vem mais pelos sentidos do que pelo racional.

Mesmo que não se deem conta, a busca hoje por maior contato com a natureza, seja o ato simples de ter plantas e animais de estimação em casa, é um dos caminhos para exercitar essa felicidade subjetiva de pertencimento e de gratidão.



2 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo